terça-feira, 21 de dezembro de 2010

O que é ser um herói?

É fácil ser um herói quando se tem super poderes, ou quando se é mestre em alguma arte marcial, ou quando se é rico e pode comprar tudo pra combater o crime. Mas esses não são os verdadeiros heróis.

Ser herói é ver alguém que você ama chorando, e ter bom senso para dizer as palavras certas;

Ser herói é saber a hora que um abraço vale mais que mil palavras;

Ser herói é dar o máximo de si, admitindo sua humanidade e enfrentando seus medos por alguém;

Ser herói é fazer de tudo para não ver alguém sofrendo;

Ser herói é encarar as piores adversidades para no fim chegar ao topo e rir de tudo aquilo;

Ser herói não é sair batendo em bandidos, ou matando terroristas. Ser herói é ser você mesmo, mas com a coragem de enfrentar seja o que for por alguém ou alguma coisa.

É mais que se vingar de quem te fez mal. É ter amor e humildade suficiente para abraçar e dizer “eu te perdôo.”

Vai além de vestir uma capa e voar. É necessário colocar-se no lugar de alguém para ver o quão difícil é o momento, e saber levar essa pessoa para um mundo de alegria, onde nada a afete.

Não é simplesmente ter uma visão de calor ou enxergar através de paredes. É ter um olhar compreensivo e enxergar seus próprios erros e tentar mais uma vez.

Ser herói é acima de tudo... amar.

Dedicado ao grande Baroni, que deu a idéia para o tema (:

domingo, 19 de dezembro de 2010

I Miss You - Sabemos dizer o que sabemos sentir


Um ano se passou e ela continua lembrando dele com uma certa freqüência, preocupante, para quem se dizia tão forte e com rápido poder de esquecimento. Ela não admite ainda sentir algo por ele. Ela não queria sentir mais nada. Mas seu coração não a entende, nunca entendeu. Ela queria sentir aquele abraço novamente, aquele abraço que só foi sentido uma vez. Aquele beijo demorado da despedida. Queria ver aquele olhar que deixou quando de dentro ônibus olhava para ele lá fora, e as lágrimas ela não conseguia esconder. Queria sentir que aquele amor, mesmo que um tanto quanto virtual, estava mais presente que qualquer outro sentimento. Queria ainda, esperar ansiosa para que as ferias chegassem e ao encontro dele ela pudesse ir. Infelizmente, a distância destruiu o que tinha dentro dele, levou tudo. Não sobrou nem a saudade. Já dentro dela, o amor continua o mesmo, apenas quieto. Ele está lá, aumento cada dia mais, fazendo as feridas sangrarem de saudade a cada vez que lembra da imagem dele. Mas apesar de tudo isso, dentro dela ainda resta alguma esperança de que quando se encontrarem novamente, o melhor abraço do mundo estará lá, esperando por ela.





Tá aí mais um texto do Feelings1 que eu achei lindo e decidi repostar aqui pra vocês. (vocês quem?) Mas enfim, fica a dica, esse tumblr é um dos mais legais que eu já li. Inteligência e sensibilidade na medida certa, parabéns Katriny (:

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

And nothing else matters...

O garoto subiu ao palco. Seu violão em punho, ele sentou-se em um banquinho. Ligou o cabo de som ao seu instrumento e testou. Perfeito. Então ela subiu. Ela era linda. Estonteante. Seus cabelos negros em contraste com sua pele pálida e seus olhos castanhos brilhando à luz dos refletores. Ela deu um sorriso para o garoto.
- Oi!
- Oi. - respondeu ele com certa frieza, certo receio.
- Tudo bem?
- Aham.
- Não vai dizer seu nome?
- É de fato importante? - E deu um sorriso pra ela.
- Bem, o meu nome é Suzana. Isso pouco deve importar, mas enfim.
- Suzana, Flor do Lírio. Belo nome, condiz com a sua beleza.
Ela corou e sorriu. A platéia começou a chegar, e Caio foi pros bastidores com o propósito de arrumar algo no som. Ela ficou ali, atrás das cortinas do palco, esperando a hora certa. Ele voltou e pegou o violão.
- Pronto pra botar pra quebrar, garoto?
- Só se for agora.

A platéia silenciou. Caio soltou os primeiros acordes, o óculos refletindo as luzes do palco. Sua habilidade no violão impressionou a todos. Era uma gincana escolar na qual duas pessoas totalmente desconhecidas uma da outra tinham que realizar uma atividade juntas. Suzana e Caio só se conheciam de vista. Mas tinham muito mais em comum do que imaginavam.

Suzana começou a cantar. Enquanto cantava, as pessoas iam silenciando ante a tão bela voz. Até Caio ficou admirado com tanto talento, o que foi um incentivo para que ele conseguisse arrancar uma beleza inimaginável daquelas seis cordas metálicas.

So close, no matter how far...
Eles estavam muito próximos, podiam sentir a ansiedade e a agonia um do outro.
Couldn't be much more from the heart
Era algo que vinha do coração, não era simplesmente música. Era amor.

A música era tão linda que lágrimas escorreram dos olhos azuis de Caio. Aquele encontro musical era mágico. As luzes baixaram, deixando todos na penumbra. Suzana olhou para Caio e viu ele tão centrado, tão seguro e tão apaixonado pela música que tocava que sentiu algo diferente nascendo nela. Uma magia que nada tinha a ver com a música.

Never opened myself this way
Nenhum dos dois jamais se sentira tão vulnerável e bem
Life is ours, we live it our way
Era um momento a dois, não existia platéia, não existia ninguém. Só eles.
All these words I don't just say
nenhuma palavra descreveria o que os dois sentiam.
And nothing else matters

E nada mais importava naquele momento, nada além dos dois olhares apaixonados.

Eles ousaram trocar um olhar. Um meio sorriso assinava a reciprocidade. Parece impossível, mas os dois estavam apaixonados.

Na hora do solo, Caio tocou com tanta emoção, tanta paixão, tanta fúria e amor que ele e o violão pareciam um só. Suzana olhava para ele com uma admiração fervorosa, e ele olhava para o violão com uma concentração impecável. Formaram um dueto perfeito.


Ao fim da música, a platéia se levantou para aplaudir. Eles levantaram e agradeceram, e saíram para os bastidores. E lá seguraram um na mão do outro, seus olhares se encontraram e disseram ao mesmo tempo:
- Eu te amo.
Foi um beijo apaixonado e romântico. Eles formavam um casal lindo. Teriam um futuro glorioso pela frente. Seriam conhecidos como o casal mais lindo do planeta Terra. teriam filhos, uma casa, umc arro, e todas as noites ele iria tocar canções maravilhosas para ela e ela iria cantar com ele, e depois iriam dormir juntos, como um casal apaixonado.



E Suzana, conco anos depois, chorava ao lembrar disso, de todos os planos, de todas as felicidades. Naquela mesma noite, Caio fora assaltado e morto.

Com o cano da arma apontado para a fonte, Suzana recitava baixinho:
Tão perto, não importa o quão longe...
Em breve estarei perto de você meu amor. Eu te amo.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Toc Toc Toc

Toc Toc Toc. Batiam à porta.
Toc Toc Toc. Eu abri a porta.
Toc Toc Toc. Ninguém lá fora.
Toc Toc Toc. Voltei pra dentro.
Toc Toc Toc. Subi as escadas.
Toc Toc Toc. Um vulto se aproximava.
Toc Toc Toc. Era um homem grande.
Toc Toc Toc. Ele carregava uma foice.
Toc Toc Toc. Seu nome era Lúcifer.
Toc Toc Toc. Sua perna de pau parou de bater. O único som foi o da foice levando minha vida embora.


Toc Toc Toc. Faça o que fizer, não olhe pra trás. Ele estará lá.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Agradecimento

Queria agradecer ao meu parceiro Rafael Baroni, vulgo Bruxão, por ter feito de maneira tão exímia os banners novos do blog. Ficaram um xuxuzinho, graças ao esforço do Velho Mago BaroniDasDorga.

Aí vão os banners, apreciem a arte maestral do nosso caríssimo Bruxonildo.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Reblog - Feelings1

Tá aí um texto de um tumblr que eu gosto muitão, o feelings1. esse texto eu achei particularmente interessante, porque é um romance adolescente, mas com a maturidade que falta a muitos. Tá aí, o SymphonyOfApocalypse reblogando lições de vida. (:



Já tinha algum tempo que a menina sonhava, e imaginava toda as noites o seu principe encantado. Aquele com o qual iria ter uma historia de amor como de filmes. Até que um dia, o tal apareceu. Era exatamente como ela sempre imaginou. Lindo por dentro e por fora. Romântico que adorava falar a todo segundo o quanto a amava. Que sentia a medida certa de ciúmes. Que ligava sempre que ela precisava ouvir um ‘eu te amo’ sincero. Que a trazia lembranças de qualquer lugar que fosse. Que todos os dias ele lembrava dela ao olhar a lua. Pode parecer fantasia demais, mais não. O garoto existiu. Era exatamente assim. E a amava, disso não se podia duvidar. Mas os dois nunca ficaram juntos. A garota não teve capacidade para reconhecer que aquele era o homem sua vida. A garota, depois que o conheceu, mudou seu pensamento de adolescente sonhadora, e da noite pro dia deixou de acreditar no principe encantado. Por algum tempo ainda o garoto, que a amava mesmo sendo rejeitado e não correspondido, continuo a ligar sempre para ela. Continuo a falar sempre o ‘eu te amo’. Mas, nada é para sempre. E a paciência do garoto acabou se esvaindo. E pouco a pouco, ela foi tentado se afastar da garota para assim fazer o que ela pedia, esquece-la. Hoje, alguns anos depois a garota acorda todos os dias e seu primeiro pensamento é o tal garoto. O tempo se passou, muitos outros garotos ja entraram e sairam da vida dela, mas o unico com quem ela imagina seu futuro é ele. O unico que há espaço em seu coração. Mas infelizmente, hoje é tarde demais. O garoto cresceu. Não a ama mais. Tem outras garotas em sua volta. E depois de tanta decepção o amor para ele não é mais o mesmo, e nem nunca será. Ela sozinha, chora todas as noites ao lembrar e reler as cartas e juras que ele há fazia. E você, de valor a quem está do seu lado, pois a saudade não é motivo suficiente para que alguem volte.

Abrace seus amigos. Pode ser a ultima oportunidade.

Conto totalmente fictício, mas que pode ensinar alguma lição. Grande abraço pro pessoal do chat Força Fantasma. (Topam, Gabyy, Diih, Nicoly, Natan e toda a galera do chat.)

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Olá. Eu tinha um amigo, sabem. Mas não era um amigo qualquer. Era um irmão. Um irmão gêmeo que nasceu de outra barriga, pensávamos igual, agíamos igual, éramos um só. Ele era meu melhor amigo, sem sombra de dúvida.

Era.

Era meu melhor amigo.

Era um dia de sol, e eu estava no parque com a minha namorada. Ele ficou em casa, ouvindo música. De repente ele aparece no parque, conversa conosco, lancha conosco, passamos uma tarde maravilhosa. Minha namorada sabia da nossa amizade profunda, e por isso não se importava. Ela sabia que antes de qualquer coisa, vinha a nossa amizade, por isso não tentava se colocar acima dela. Era tudo muito perfeito. Ela tocava violão, cantávamos, ríamos, apesar de nossa idade, parecíamos crianças. E éramos crianças, sem maldade, sem ódio, era apenas felicidade. Uma tarde perfeita. Ele olhava para os corredores com um certo saudosismo, certamente lembrando de seus dias como maratonista. Por um segundo pensei ter visto lágrimas em seus olhos. Mas um segundo depois, ele estava contando uma piada sem graça, que obviamente, nos fez rir demais.

E ele foi falar com uma menina que ele havia achado bonita. E ela simplesmente olhou pra ele com cara de desprezo, virando-lhe as costas, com um muxoxo de “deficiente”. Seria normal, não fosse o fato de que anos atrás, ele salvara essa mesma menina de um atropelamento, empurrando ela mas deixando seu pé esquerdo na frente dos pneus do carro, que o esmagaram. Ele tinha uma prótese, vivia normalmente. Mas aquele ato de heroísmo lhe custara seu maior sonho, o de ser atleta profissional. Ele convivia bem com isso, porque sabia que fora por um bem maior, mas o que ela fez a ele não tinha perdão. Ele voltou até nós com um olhar fixo, com uma expressão de conformismo, com uma cara de quem diz “tudo bem, sem problemas, se tem que ser assim, será.”. Mas eu não sabia disso tudo, do fora, da cara de conformado. Só vira ele se aproximando com o que parecia ser um pedaço de pau na mão, por trás da minha namorada. Eu corri até ele e acertei um golpe no rosto, e ele correu, com lágrimas escorrendo pelo seu rosto, brotando de seus profundos olhos verdes. Correu o máximo que suas limitações permitiam. Quando me aproximei para ver melhor a suposta arma da tentativa de agressão, horrorizado, constatei.

Era um buquê de flores, de lindas rosas, a flor que havia dado início a meu namoro. E tinha um cartão.

“Aos melhores amigos do mundo, por não me virarem as costas nunca e me estenderem a mão mesmo quando todos me consideravam um lixo. Eu amo vocês, o casal mais lindo e perfeito do mundo.”

Li aquilo e chorei, como nunca havia chorado antes. Minha namorada, coitada, tentava me consolar, mas nada poderia me redimir daquilo. Nada. Eternamente eu me sentiria culpado por ter agido daquela maneira. Fora instinto, mas eu desconfiei do meu melhor amigo. Eu achei que ele, justo ele, tão bondoso e pacífico, tão altruísta, faria algum mal a mim e aos meus.

Corri até a casa dele, o motor do carro mal desligara e eu estava batendo à porta. Chamei, chamei, chamei. Ninguém respondia.

-Se não abrir a porta eu arrombo essa porra!

Nada. Silêncio. Escuridão. Com um chute forte, derrubei a porta da casa simples na qual ele morava sozinho. Uma música tocava, vinha de seu quarto.

“Down in a hole, and I don’t know if I can be saved...”

E ele estava lá, deitado em sua cama, tão plácido e bonito, tão sereno, tão... morto.

O frasco de comprimidos para dormir jazia ao lado de um bilhete. Estava escrito em um papel pardo, e parecia que lagrimas haviam caído enquanto ele escrevia.

“Minha vida sempre foi uma droga. E quando eu penso que vou ser alguém dando uma de herói, me fodo. E quando penso que tenho amigos, eles não confiam em mim e acham que eu sou capaz de feri-los. Eles eram os pais que eu nunca tive, e é triste saber que nem os meus pais confiaram em mim. Sou um eterno perdedor. Mas de qualquer maneira, deixo todos os meus bens ao meu melhor amigo, que apesar de ser boa parte da causa da minha morte, me fez viver os momentos mais felizes da minha vida.No meu enterro, gostaria que tocassem Stairway to Heaven, do Led Zeppellin, e que minha guitarra fosse enterrada junto comigo. Amo vocês, meus amigos.”

Eu nunca chorei tanto na minha vida. Meu amigo morreu, e eu sou o culpado.

Abrace seus amigos. Você nunca sabe quando eles podem partir.